26 de maio de 2009

Eternamente...

Vida

S. f.

1. O espaço de tempo que decorre desde o nascimento até a morte dos seres.


Vidas.

Que se perdem em meios obscuros e desesperados.

Que deixam saudades, lembranças e o amor.

Peço licença a vocês para um desabafo.

Um dia reflexivo para mim. Me faz perceber o quão frágil nós somos e o quanto somos incapazes.

Passamos nas ruas e vemos seres humanos com suas mãos estendidas em busca de uma esperança que não vem. Nos julgamos superiores pelo que temos, mas na verdade somos inúteis pelo que somos.

Somos incapazes de salvar o próximo. E não falo no sentido de resgatar vidas em perigo. Mas sim em evitar que tragédias aconteçam.

Cada vez mais nos deparamos com jovens em depressão, pessoas se destruindo, vítimas sendo feitas e estatísticas sendo elaboradas.

Somos capazes de jogar moedas, mas não sabemos oferecer um sorriso.

O que nos faz ser tãovúlneráveis a ponto de jogar uma carreta na frente de um carro?

De sairmos dirigindo alcoolizados e jogar seres humanos espatifados a km de distância?

O que nos leva a impunidade?

No Brasil cerca de 40.000 pessoas perdem a vida anualmente em acidentes de trânsito, porém acredita-se que estes números são maiores, pois as estatísticas são falhas.

http://www.youtube.com/watch?v=vzzPb4uO7lM

Detonautas Roque Clube – O dia que não terminou

Não nos choquemos com os números.

E sim com que está por trás deles. São vidas.

Vidas que deixam família, amigos e saudades.

A pergunta que faço é: Até quando?

Até quando vamos ser tão mesquinhos e hipócritas?

Quando vamos cobrar atos de detenção?

Não podemos nos conformar com lágrimas sofridas que secaram.

Espero duas coisas no dia de hoje.

A primeira é que pisemos no freio e possamos dar um basta nessa calamidade. Tenhamos mais consciência dos nossos atos, tenhamos punição.

E a segunda é que hoje, dia 26/05/2009, meu amigo possa descansar em paz.

1 ano sem os sorrisos, os abraços, o afeto, as brincadeiras... 1 ano sem a presença.

365 dias subtraídos de uma eternidade.


Camila g.

17 de maio de 2009

O futuro foi agora....

A cada dia que passa me surpreendo com o rumo que o ser humano está tomando....

É o fim do mundo!!!

Observei por algum tempo, o comportamento de CRIANÇAS (entre 4 e 10 anos) em uma festa INFANTIL.

Primeiro que esses “projetos” de gente grande, não gostam de serem tratados como crianças. Aniversário de criança com palhaço e equipe de animação? Nuncaaaaa!!!

O negócio agora é DJ, música eletrônica e jogo de luzes! Pasmem!

Segundo: Esses projetinhos estão se tornando clones de “grandes celebridades”. Desfilam como se estivessem sendo observados por paparazzi o tempo todo. Pegar o salto alto da mamãe? Não tem mais graça! Agora é cada uma por si! Meninas super maquiadas, com penteados feito por profissionais, bolsinha na mão e repleta de maquiagem. Mini peruas.


Os meninos também não ficam para trás... São os “mini playboys”.

E terceiro... Fiquei incrédula ao constatar o quanto a mídia AFETA os nossos projetinhos... Temos na “pista de dança” projetos de Carla Perez, Ivete Sangalo, Tati Quebra-barraco, cantores de banda de forró... Sem contar as “minis txutxucas”!!

Tinha um projetinho de playboy cantando uma música (que eu já acho repugnante ouvir um adulto cantando) que dizia o seguinte:

“... eu vou beber cachaça, eu vou tomar mé, eu vou encher a cara por causa dessa mulher...”

Acho que ele não tem lá muita... Noção, do que isso quer dizer. (Eu prefiro acreditar nisso...)

O que está acontecendo com as “crianças”??

As pessoas estão se vulgarizando dia após dia. Ainda nos restava a inocência do nosso futuro, mas agora....

Falando em “crianças” lembrei-me de uma “criancinha” muito... Travessa!

Maísa Silva Andrade.

Ou... A jovem apresentadora da televisão brasileira....

Meu Deus!!

Quando eu era criança (bons tempos...) eu ouvia os adultos dizerem que é preciso impor LIMITES as crianças. Caso contrário, elas podem se tornar verdadeiros monstros no futuro...

Entenderam onde eu quero chegar?

A Maísa é uma das criaturas mais... Sem limites... Que eu já vi nos contos de fada.

Uma criança, que como muitas por aí, não tem o menor respeito pelo próximo.

Nem mesmo pelo seu “patrão” o “grande” Sílvio Santos. Ou... O homem do baú.

E puxa a “peruca”, e chama de “idoso”, sai gritando e chorando pelo programa, solta... Gases, na platéia...

“... diiiisculpa se ficou um feeedor lá atrás...”

E vale a pena lembrar que tudo isso é transmitido para o país inteiro.

E ela SÓ tem 6 anos... Imagine, imagine...

Aí eu escuto minha mãe dizer:

“Ah, se fosse minha filha...”

Os nossos “projetinhos” precisam de limites.

Afinal, eles são o futuro não é mesmo?

E o que o futuro nos reserva?

Pessoas cada vez mais egoístas e inescrupulosas, incapazes de respeitar regras, limites e o próximo.

Mas achamos muito “fofinho” quando vemos uma garotinha de 4 anos cantando:

“... eu quero mais, é beijar na boca...”.


Camila g.

10 de maio de 2009

Guerreiras da esperança


Dizem que as mães não devem criar seus filhos para si. Mas, criá-los para o mundo. Pois um dia eles vão bater asas e voar. Mas que mundo é esse no qual as mães deixam seus filhos voarem?

A esperança de todas as mães é poder ver seus filhos nascerem, crescerem e seguir seus caminhos. A morte não faz parte do roteiro desse filme. Infelizmente nem todas conseguem assumir a função de diretora, em um longa metragem de terror.

Diariamente nos deparamos com lágrimas alheias de mulheres consideradas guerreiras. Mulheres que lidam com o sofrimento diariamente ao olhar a cama que não foi desfeita, a roupa que não foi usada, a palavra que não foi dita e o abraço que não foi dado.

Vivem suas vidas na esperança de acordar de um pesadelo. Nos “sonhos” assistem cenas onde pessoas desaparecem, são assassinadas, torturadas, maltratadas... São seus filhos que não voltaram para casa.


“Mãe,

Que ao dar a benção da vida,
Entregou a sua.
Que ao lutar por seus filhos,
Esqueceu-se de si mesma.
Que ao desejar o sucesso deles, abandonou seus anseios.
Que ao vibrar com suas vitórias, esqueceu seu próprio mérito.
Que ao receber injustiças,
Respondeu com seu amor.
E que, ao relembrar o passado,
Só tem um pedido:
DEUS, PROTEJA MEUS
FILHOS, POR TODA
A VIDA!”


Todos os anos, mais de 200 mil pessoas desaparecem no Brasil. Esse número, que chama a atenção, foi revelado pela última grande pesquisa nacional sobre o assunto, feita em 1999. Um trabalho da organização não-governamental "Movimento Nacional de Direitos Humanos", com apoio do Ministério da Justiça.

Ainda há outro grande problema enfrentado pelas famílias dos desaparecidos: a falta de delegacias especializadas e de um sistema nacional de busca que faz com que os parentes tenham que buscar soluções por conta própria. São vítimas não encontradas. Mas nunca esquecidas.


“... Eu que talvez esteja mais próximo que pareça vago num grão da vida
Ou nas lembranças da beleza
Não sei se virei fim ou me perdi em mim,
Mas nessa expressão posso ser historia e recomeço.
Psicografado, nunca esquecido ou requerido, não se preocupe comigo,
Mas com a época que devora caminhos e destinos com tanta pressa,
Apagando rastros que nos ensinam e nos permitem a voltar...”

F.U.R.T.O – “Não se preocupe comigo”

http://www.youtube.com/watch?v=Mo-dQvbxZ0I



Mães...

Que lutam diariamente para continuar alimentando o feto da esperança.

Mães...

Que não perderam seus filhos, mas têm a esperança de nunca precisar procurar por eles.

“Gardênias e hortências

Não façam nada que me lembre

Que a esse mudo eu pertença.

Deixem-me pensar

Que tudo não passa

De uma terrível coincidência.”

Paulo Leminski

Quando é o “Dia" das mães para você?

Camila g.

2 de maio de 2009

Natureza X Homem

Ontem estava assistindo aos noticiários locais e o assunto do dia 1° de Maio em Maceió, foi a catástrofe das chuvas no estado. Casas desmoronando feito castelos de areia, pessoas morrendo enterradas debaixo de suas próprias casas, familiares desesperados e profissionais empenhados em salvar o bem mais precioso: A vida.
Tudo isso me fez pensar o quanto somos vulneráveis a desastres “superiores”. É incrível como somos poderosos quando nos envolvemos em Guerras Mundiais e construções de engenhocas capazes de nos fazer “vencer” uma “batalha”. Mas somos completamente inúteis quando o assunto se chama: Mãe natureza.Ambientalistas se preocupam constantemente em justificar as causas de furações, Tsunami, aquecimentos, raios, chuvas, desastres ambientais... Comentam as causas teóricas para os desastres, mas dão pouca importância para os verdadeiros “culpados”.
Nós estamos acabando com a nossa própria existência. Fato.
Reprimindo o espaço marítimo, por exemplo.
Um t
empo atrás estava olhando umas fotos de Maceió no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), e fiquei boquiaberta com o tamanho da agressão contra a natureza: (Maceió década de 20)

(Maceió 2009)

Aos olhos de "turistas" pode não parecer tanta diferença, mas aos olhos de quem passa constantemente por esse bairro é completamente perceptível a mudança. Muitas construções foram realizadas. O Memorial da República, por exemplo, foi posto onde antes só se enxergava areia. Favelas foram "levantadas" e a distância entre a areia e o mar foi se tornando cada vez menor...
Praticamente “expulsaram” o mar de
seu território. A impressão que fica, é que estamos “comprimindo” os mares. Comprimindo, comprimindo, comprimindo... E uma hora, mais cedo ou mais tarde ele se voltará contra nós.
E bem sabemos que is
so pode acontecer, não é mesmo?
Construímos casas em barragens, colocando concreto naquilo que julgamos “inútil” e achamos que tudo ficará por isso mesmo. Tolinhos...

Falta-nos sabedoria.
Precisamos acima de tudo ter consciência dos nossos atos. É burrice pensar que somos mais fortes e mais poderosos do que a natureza.
Nossas máquinas e equipamentos de alta tecnologia, não foram programados para “cavar” em busca da vida.

Um minuto de silêncio por nossa inteligência.

Camila g.

25 de abril de 2009

A farra aérea


Extra, extra, extra!!

Uma comissão de sindicância descobriu que agências de viagem tinham acesso direto ao departamento de passagens da Câmara em um esquema clandestino de venda de bilhetes.

O “babado” funciona da seguinte forma:

Eu vou até uma agência de viagem comprar uma passagem aérea. Compro e PAGO!

A agência, por sua vez, fica com o dinheiro, mas não emite o bilhete.

Um funcionário da agência entra em contato com o gabinete do DEPUTADO:

-Fulano? Dá pra emitir uma passagem pela COTA DO PARLAMENTAR em nome do comprador otário (no caso eu) do bilhete?

-Ah sicrano, dá sim! Afinal, é a câmara que paga a companhia aérea mesmo....

No final das contas, o dinheiro que eu “deixei” na agência de viagem, é DIVIDO como gabinete do DEPUTADO.

Resumindo tudo:

É um dinheirinho EXTRA no bolso do nosso amigo parlamentar!! Olha só que beleza!!

O fato é:

Todos os parlamentares têm direitos a cota de passagens aéreas.

O ato da comissão de 1988 estabelecia que cada um dos 81 senadores tinha direito a cinco bilhetes: três de Brasília para o Estado de origem, um de Brasília para o Rio e outro de Brasília para o Estado de origem com direito a duas paradas no Rio, uma na ida e outra na volta do Estado.Os senadores que integravam a Mesa Diretora tinham mais dois bilhetes extras por mês. Quem não usa todas as cinco passagens em um mês pode acumular os bilhetes.

Uma coisa que não ficou clara pra mim, e acho que nem pra você... E pelo visto NEM PARA OS PARLAMENTARES!! É o seguinte:

As FAMÍLIAS têm direito a usar as passagens?!

Sim porque o deputado Fábio Faria (ex da Galisteu) “bancou” viagens para a ex-companheira, para a sogra e para alguns “amigos” famosos. Generoso não?!

Bom, o relacionamento dele com a apresentadora acabou. Mas o dinheiro gasto com as passagens da loira... Nunca voltou.

Ele afirma que na época Galisteu era companheira dele, e que não havia uma regra clara que impedisse os parlamentares de “beneficiar familiares” com passagens aéreas pagas com o DINHEIRO PÚBLICO.

O presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), chegou a dizer que o dinheiro gasto só seria devolvido aos cofres públicos se o deputado assim quisesse. Legal!!

Devo não nego, e pago se quiser!

Vai TU deixar de pagar os impostos pra ver o que acontece....

Uma coisa é certa: os parlamentares concordam que esposas e filhos, têm direito a viajar para NY, por exemplo, com o SEU (o meu, o nosso...) dinheiro!

O deputado Rômulo Gouveia (PSDB-PB), afirma o seguinte:

“Defendo que seja feito esse ajuste que possa dar oportunidade de deslocamento da esposa e dos filhos quando necessário”

O fato é que nessa “brincadeirinha”, a Câmara dos Deputados gastou 38% a mais com passagens aéreas no primeiro trimestre de 2009 na comparação com igual período do ano anterior.

De acordo com os números oficiais, a Câmara gastou R$ 9,8 milhões com passagens aéreas nos três primeiros meses deste ano contra R$ 7,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado. A secretaria de comunicação atribuiu o aumento ao fato de 2008 ter sido um ano eleitoral, no qual os parlamentares ficam mais perto de suas bases e realizam menos viagens a Brasília. Ficam mais perto de suas bases... (Puxando o saco da população em troca de votos).

O deputado ACM Neto (DEM-BA), corregedor da Câmara, afirma que:

“Caso fique comprovado que algum parlamentar participou da venda de passagens, não há outro caminho a não ser configurar a quebra de decoro parlamentar e evidente que esse deputado responderá conforme as leis do Código de Ética”

1º “CASO FIQUE COMPROVADO” – Ele está realmente levando a sério toda essa história?!

2º “NÃO HÁ OUTRO CAMINHO” – Elaboração frustrada de um plano de fuga...

3º “CÓDIGO DE ÉTICA” – Sério que isso existe para eles?!

É preciso abrir os olhos. Estamos sendo lesados a cada dia que passa e não fazemos ABSOLUTAMENTE nada!

ESSE DINHEIRO que estamos falando, é o NOSSO DINHEIRO!

O dinheiro dos nossos impostos.

Muitos trabalhadores se sacrificam para “contribuir com os cofres do Governo”, enquanto passam necessidades dentro de casa.

Pagam visando um melhor atendimento público.

Ao invés disso, se deparam diariamente com constantes filas de espera para conseguir um precário atendimento médico e uma vaga numa escola pública de péssima qualidade.

Termino meu post com a seguinte pergunta:

Até quando seremos vistos como grandes IDIOTAS?

(Quem sabe até quando pararmos de agir como tal...)



Camila g.

17 de abril de 2009

O circo educacional...

Senhoras e senhores sejam bem vindos ao fabuloso circo! O circo da educação brasileira. Onde NÓS somos os palhaços!
Há um ditado popular que eu escuto desde criança, ele diz o seguinte:
“Não se pode tapar o sol com a peneira.”
Agora eu pergunto: E porque eles ainda insistem?
Falo isso, pois o proprietário do circo, o fabuloso Ministro da Educação, Fernando Haddad, veio com uma proposta de Unificação do Vestibular.
Ele alega o fator “decoreba” entre os estudantes, onde o foco principal é entrar numa Universidade e não em aprender.
“Hoje o vestibular desorienta mais do que orienta a organização curricular do ensino médio (...). Os atuais processos seletivos privilegiam a memorização excessiva de conteúdos e tornam a passagem da educação básica para a superior ‘estressante e traumática’.” Afirma Haddad.
Outro fator que vem tirando o sono do nosso amigo (que está profundamente preocupado com o ensino brasileiro...) é a Descentralização dos estudantes, onde os únicos beneficiados são os candidatos que têm condições financeiras de viajar e buscar novas chances de aprovação em diferentes universidades pelo país.
Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que apenas 0,04% dos estudantes matriculados no primeiro ano do ensino superior vêm de regiões diferentes de onde estudam.
Fernandinho diz:
“Em países desenvolvidos, esse número é bem mais expressivo” (Nos Estados Unidos, chega a 20%.)
PARAAAAAAA TUDOOO!!
É impressão minha ou ele está TENTANDO comparar os países desenvolvidos com o Brasil?

O fato é: O assunto virou polêmica. E como toda polêmica, dividiu opiniões!
“Os candidatos do Sul e Sudeste, que normalmente apresentam os melhores desempenhos na prova do Enem, irão ocupar as vagas nas instituições federais do Norte e Nordeste, tirando as oportunidades dos candidatos daquelas regiões” – alega Roberto de Souza Salles, reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Segundo o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ronaldo Tadeu Pena, o novo Enem traz um defeito ao permitir que os candidatos façam suas escolhas com os resultados em mãos:
"Aqueles que virem que não conseguirão uma vaga em cursos muito disputados poderão optar por outro menos concorrido e tirar a vaga de quem realmente gostaria de fazer aquela graduação."
Para outros o novo vestibular seria benéfico.
O que mais chama atenção entre os estudantes é o fato de poder “escolher” em qual instituição estudar, fazendo apenas uma prova. Além do mais com uma prova unificada “facilitaria” quanto às questões de geografia, por exemplo. Muitos alegam ter dificuldades com as provas elaboradas regionalmente, por serem específicas.

O governo deseja implantar o novo sistema ainda esse ano, e para o mês de outubro. As universidades têm o direito de aceitar ou não o novo Enem. Mas como fica a situação dos estudantes que já começaram a se preparar baseando-se no “antigo” método?
Instituições como UFMG, UFBA (Universidade Federal da Bahia), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), UFG (Universidade Federal de Goiás), UFBA, UFSC, UFRN e UFC se disseram simpáticos à proposta. Entretanto, seus reitores destacaram que ela ainda passará por intenso debate dos respectivos conselhos universitários.
Também em fase de discussão, a UFPB (Universidade Federal da Paraíba), a UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), a Unifal (Universidade Federal de Alfenas), a UFPR (Universidade Federal do Paraná), a UFAL (Universidade Federal de Alagoas) e a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), preferiram, neste momento, não se posicionar sobre o tema.
A minha dúvida é a seguinte:
Por que ao invés do nosso querido amigo Fernando Haddad se preocupar em reestruturar o ensino público brasileiro, dando melhores condições aos estudantes, melhorar o salário dos professores, e as condições físicas das escolas (porque vocês bem sabem que em muitas instituições o teto está caindo sobre as cabeças dos estudantes, literalmente...), fazendo com que assim eles possam ter as mesmas condições e o mesmo nível de estudantes provenientes de escolas particulares para competir em busca de uma vaga na universidade, ele fica gastando saliva discutindo sobre um NOVO ENEM? Se ele se preocupasse mais com esses PEQUENOS detalhes, creio eu no alto da minha ignorância, questões como o sistema de cotas pegariam carona na resolução do problema. Por que aumentar ainda mais as disparidades sociais entre a população?
Volto ao início do texto onde comentei sobre o dito popular. É pura ilusão tentar tapar o sol com a peneira. E o novo vestibular visa isso. A real proposta do governo é tentar maquiar o péssimo ensino nas escolas públicas do país, facilitando a entrada dos estudantes no ensino superior elaborando diversas provas durante o ano (querem chegar ao número de 7 exames anuais). Resta saber até quando tudo isso vai durar. Até lá ficamos nós, as cobaias! Ou será que vamos reagir depois de tanto comodismo?

Desejo a todos um ótimo espetáculo em um circo onde NÓS somos os palhaços.

Camila g.

11 de abril de 2009

Vai um baseado?


Aposto que a maioria dos leitores já ouviu falar sobre a manjada história de Adão e Eva. E nesse momento devem estar se perguntando o que isso tem a ver com a maconha. Bom se você já tiver puxado um baseado hoje e confundiu Eva com Erva, a história bíblica faz sentido. Caso contrário eu explico onde eu quero chegar.

Nessa história o que fica bem nítido é o seguinte: não comam o fruto proibido. E o que acontece? Crééééu na maçã!

Entendeu onde eu quero chegar? Muito bem. Se não entendeu eu desenho para você, mas preciso que você puxe (o ar dessa vez) e concentre-se para entender melhor.

Você já viu algum garotão afetado de 16 anos, recusando a proposta do pai de pegar a chave do carro e ir até a loja de conveniência mais próxima, comprar cervejas e cigarros?

Acho que não. Até porque é muito bonito você sair desfilando por aí com o carrão do coroa para comprar álcool e cigarros. Mesmo sendo contra a lei. Afinal, o garotão afetado só poderia tirar a carteira de habilitação aos 18 anos. E é proibida a venda de bebidas alcoólicas e cigarros para menores de 18 anos. Ou deveria ser...

Vamos seguindo a linha de raciocínio:

Adão e Eva (garotão afetado) -> Nada de comer o fruto proibido (nada de bebidas, cigarros e direção = leis) -> Crééééu na maçã (infringir as leis).

Ficou mais claro agora?

Partindo do princípio da hipocrisia chego à seguinte conclusão: porque não consideramos criminosos os usuários de cigarros (tabacos) e os alcoólatras? Afinal, são drogas também! Lícitas, mas drogas...

Já sei por quê!! Porque ATÉ o presidente deste país toma um whisky de vez em quando!! Olha só que beleza!

Resumindo, cigarros e bebidas alcoólicas no passado eram vinculadas ao poder. Antigamente os grandes empresários e fazendeiros tomavam seus licores e vinhos. Enquanto algumas mulheres da alta sociedade fumavam seus “tabacos” (ironicamente falando eu não sei como elas conseguiam tal proeza!) em “chiques” piteiras!

Enquanto negros e marginalizados fumavam o que? MACONHA!

Começa agora a novela Preconceitos históricos!

Nos anos 60 com o “surgimento” dos hippies e suas propostas tais como: Paz e Amor, a comunhão com a natureza, o nomadismo, o modo de vida comunitário... Houve também a ascensão da “erva”. E só lembrando, os hippies tendiam para o socialismo – anarquista. Foco no anarquista que aqui – pelo menos – é sinônimo de baderna.

Eu não preciso comentar que os “irmãos da paz” foram altamente discriminados.

Aos poucos a maconha foi se tornando símbolo de agressividade e violência.

Sendo associada a traficantes. Mas não são SÓ os traficantes que se deleitam da erva!! (nem te conto...).

A maconha causa relaxamento, alteração no humor, faz mal para os pulmões, acarreta problemas de memória e em alguns casos pode causar dependência. Esse é o conceito geral.

Mas em alguns lugares, na Índia por exemplo, a maconha está relacionada a Shiva ( o poderoso da religião Hindu). Nosso amigo Shiva teria brigado com a família e estaria vagando nos campos quando, para buscar abrigo do sol (seeeeeei...), parou sob uma planta de canábis, esmagou suas folhas e comeu. A crença hindu relata que aquele que bebe canábis, bebeu Shiva. (Uau).

Legalizar a maconha para alguns, seria aumentar o número de usuários, o que teria por conseqüência o aumento do número de dependentes da droga.

Para outros, a legalização está vinculada com a diminuição do tráfico. Uma vez que a maconha é uma das drogas mais consumidas pelo seu baixo custo, e poderia ser “plantada” no jardim de casa, isso diminuiria teoricamente a ação dos traficantes. Mas a questão é: e as outras drogas?

Bom isso aqui não é a casa da Mãe Joana! Daqui a pouco vai ser tudo LIBERADO!!

E como diria um amigo meu (é ele mesmo!!) TODO MUNDO NU!

Os traficantes teriam mais trabalho (ou ausência dele) em “contribuir para o bem estar da nação” com a legalização da maconha. Mas iriam criar uma nova solução.

Sinceramente eu não vejo problema em legalizar a maconha. Uma vez que todo mundo tem um pouco de erva no cérebro! (Loucura, loucura, loucura!!). Calma, não se manifestem! Quem afirmou isso foi um cientista chamado William Davane.

William diz o seguinte:

“Rigorosamente, se reduzimos a maconha ao seu efeito psicoativo, como fazem seus adversários, pode-se afirmar que todos têm um pouco de maconha na cabeça, independentemente de fumarem ou não.”

Em algumas pessoas isso fica bem aparente....

Concluindo...

Uma vez que o caos está instalado, não há como fugir dele. A maconha já virou uma espécie de praga, e atingiu todas as classes sociais. Acho louco você atribuir a culpa de um assalto, ou um assassinato a uma planta. Uma vez que ela não vai pegar uma pistola e sair matando todo mundo. Muito menos sair com uma maleta cheia de dinheiro... Quem pratica a ação é o ser humano. O que deve haver acima de tudo, é a conscientização por parte dos governantes. Aí sim a liberação pode ser mais eficaz. Até porque vai virar uma zona sair liberando maconha por aí, sem alertar os riscos que ela pode trazer, sendo conseqüência de um mau consumo. É aquela história: Não sabe brincar não desce pro play! Não sabe usar, não usa!

Camila g.

7 de abril de 2009

Estive pensando...


Certa vez estive pensando sobre o amor. E de rependete surgiu a seguinte pergunta: O que é o amor? Cheguei a conclusão que o amor é algo inexplicável. É uma mistura de sentimentos. É dor, paixão, vontade e determinação. Por vezes aparece por trás de rosas vermelhas, outrora, por trás de tapas e beijos. Ou até mesmo através de olhares tímidos e desviados ao chão. O amor pode ser como uma ventania, devastadora. Atingindo a todos que estivessem no caminho. Mas às vezes só nos restam as brisas. Que mal conseguem mover folhas caídas no chão. Folhas essas que poderiam ser comparadas ao coração. Começando preso e firme. Logo soltando-se e em seguida flutuando até cair. No chão. Ficando a espera de brisas que possam levantá-lo novamente. Seria o amor um ciclo? O amor é eterno. Mas o que é o amor sem o ato de amar?
Camila g.

31 de março de 2009

Universo paralelo


E dentro de mim brota um vulcão.
O vento bate e a chama interior se espalha.

Eu grito, choro, esperneio, pulo, tento arrancar os cabelos... Nada adianta.
Começo então a agir de maneira irracional... Ao extremo!
Brigo com quem não devo, falo o que não posso... Quebro o inquebrável.
Depois de toda a fúria, percebo que o maior mal causado está bem diante dos meus olhos.

E reflete-se no espelho... Eu.
Ou melhor, o que fiz para mim.

Abro os olhos, dessa vez não avisto um vulcão em minha frente.

Simplesmente enxergo.
Me vejo diante do mundo.
Do mundo que tenho que enfrentar diariamente.
A questão é:
Um vulcão entrará em erupção todos os dias?!


Camila g.

23 de março de 2009

Momento


Um dia acordou e não viu o azul do céu. Não conseguiu enxergar o verde do mar. Tentou andar sozinha... Não conseguiu. Olhou para os lados e não viu ninguém. Percebeu que precisava de ajuda, de alguém que lhe apontasse uma direção. Precisava de olhos, pernas, sentidos... Coração. Saiu pela ruas olhando para si. Tentando achar a companhia que achava ter. Gritara pelo mundo. Ninguém a escutava. Voltou a superfície e tentou achar alguém que a notasse. Abriu os braços para o mundo e se entregou ao vento. Nesse instante pousou sobre seu ombro um beija-flor. Sentiu-se útil. Sorriu, levantou a cabeça e seguiu em frente. Passou por um jardim e notou uma árvore antiga. Surgiu uma ventania e o vento bateu derrubando suas folhas. Mas esta árvore permanecia de pé.

Camila g.